sábado, 8 de outubro de 2011

Resenha do livro Antimanual do mau historiador ou como se fazer uma boa história crítica? - Grupo 9

Grupo 9: Kaio Lacet, Paula Kelly, Edouard Brandão, Diogo Chagas, Marcella Farias, João Guilherme.

Referência bibliografia:( ROJAS, Carlos Antônio Aguirre. Antimanual do mau historiador ou como se fazer uma boa história crítica?. Londrina: EDUEL,2007)

Carlos Antônio Aguirre Rojas em seu livro, Antimanual do mau historiador ou como se fazer uma boa história crítica? (2007), toma como referência inicial a história dos indígenas zapatistas. Os mesmos, segundo o autor, foram sujeitos a relatos oficiais preconceituosos, que os tratam como “uma simples matéria prima dos conquistadores” (ROJAS, 2007 p.2). O objetivo central do Antimanual é reverter a grande divulgação da Escola Metódica, sobretudo no México, que resultou na produção, segundo ele, de uma história sem espaço para as “massas ou personagens anônimos”.

Cientista social, teórico, pesquisador e Ph.D. em Economia, Rojas decidiu escrever o Antimanual indo de encontro aos renomados manuais positivistas produzidos no século XIX. O mais famoso deles, o livro Introdução aos Estudos Históricos (1898) de LANGLOIS e SEIGNOBOS, serviu de base para organizar os princípios do método histórico em várias gerações e instituições. Segundo Aguirre, devemos repensar a historiografia e o “fazer história” de formas diferentes do que o criado no Séc. XIX, refletindo sobre dois aspectos: a crítica permanente da história oficial (positivista) e a indicação dos outros caminhos que essa ciência deve seguir.

Estruturado em seis capítulos, o livro permite que o leitor faça uma reflexão teórica e metodológica de como a história deve ser elaborada corretamente, seguindo um viés interdisciplinar, crítico e social. No entanto, é preciso atentar para a radicalização às críticas feitas ao pós-modernismo, pois o autor trata esse movimento de forma simplista, generalizando as suas várias dimensões. É perceptível, na abordagem geral, o favorecimento às ideias do Marxismo, assim como a dicotomia entre o bem e o mal, o novo e o velho que se faz quando são mencionadas as bases da escola metódica positivista.

Rojas, em sua obra, promove a análise crítica através do marxismo, da Escola dos Annales e da Revolução Cultural de 1968. A última promoveu uma renovação na historiografia, focalizando na reconstrução da “complexa dialética entre o individuo e estruturas [...] e os contextos sociais globais dentro dos quais eles agem” (ROJAS, 2007- p.69). É importante ressaltar que ao olhar para a partícula formadora das estruturas- o homem- o historiador pode-se entender melhor os fatores que constituem a sociedade, suas necessidades e ações.

Conforme o autor, o marxismo formulou as bases da história crítica e estabeleceu direcionamentos de como fazer uma “boa história”. Para Marx, o capitalismo é o gerador de todo pensamento crítico, “enquanto houver o capitalismo haverá um pensamento crítico, destinado a explicar sua natureza destrutiva e despótica” (ROJAS, 2007 p.37). O caráter social é o fator essencial para uma análise digna quando se leva em consideração todo o percurso histórico. O autor, notoriamente, possui uma visão marxista na forma como aborda os temas presentes em toda obra.

O teórico preocupa-se, entre outras coisas, com a visão newtoniana do tempo, vista sob a ótica dos positivistas. Para ele o tempo deve ser visto não de acordo com sua forma linear, pois isso limita o historiador. Concorda-se claramente com ele nesse ponto de vista, pois ao analisarmos cronologicamente distinguindo o passado, presente e futuro, estreitamos nossos conhecimentos e em consequência disso, passamos a olhar a história de forma anacrônica. A partir do momento em que analisamos os nossos antecessores com o ponto de vista presencial estamos tratando a história como mero jogo comparativo.

O caráter social do Antimanual é algo nítido. Para o analista, a história tem que ser observada também do ponto de vista social, colocando em evidências os pequenos personagens que formam as massas populares, discutindo a “economia moral da multidão” onde é analisada a repercussão dos grandes acontecimentos econômicos dentro da visão das camadas minoritárias, dando ênfase às microhistorias. É notório que a sistematização da história vista de “baixo para cima” constrói uma perspectiva mais integra da mesma, mas discorda-se que é impossível analisar, em totalidade, as microhistorias, pois elas são complexas, extensas e nem sempre acessíveis.

Outra influência mencionada anteriormente, a Escola dos Annales, estabelece que a comparação, entre fatos análogos de períodos próximos, possa trazer à história um sentido diversificado. Pois ao traçar escolhas e semelhanças sobre determinados contextos o historiador tende a distinguir melhor seus aspectos particulares. Uma lição proposta por essa Escola é a visão da história global. É importante essa forma de análise, pois delimita um fato pelo contexto amplo em que ele está inserido.

Aguirre Rojas, enfatiza a “história problema”, deixando específico que cada geração vai propor questionamentos a determinados fatos e dessa maneira a história está em constante construção. Hoje nós temos noções sobre o Iluminismo diferente das que tínhamos há cem anos, por exemplo. A problematização da história nos torna capaz de evoluir cientificamente a cada geração, pois a cada nova indagação obteremos novas repostas que serão, a primeira vista, mais completas das que foram proferidas há certo tempo.

Como proposta para a resolução do questionamento sugerido no título da obra, Antônio Rojas delimita que a “boa história” deve ter, antes de tudo, um viés crítico através de análises sociais, culturais, e econômicas das camadas populares. Deixando de lado as metodologias positivistas dos “maus historiadores”, a fim de eliminar a “história enfadonha” que é transmitida em várias regiões do mundo. Seguindo esse contexto é importante ressaltar que, no Brasil, pesquisas feitas por estudantes da UFPE concluíram que a maioria das universidades que oferecem o curso de História, neste país, já não utiliza os tradicionais manuais de história, afastando-se então da realidade observada no México ao longo desta publicação.

Resenha do livro Antimanual do mau historiador.

AGUIRRE ROJAS, C.A. Antimanual do mau historiador ou como se fazer uma boa história crítica? Tradução de Jurandir Malerba. Londrina: Eduel, 2007.

Publicado com o intuito de denunciar a má formação dos estudantes, decorrente do que é passado nas instituições superiores mexicanas e de apontar a idéia metódica presente em manuais, Rojas quer mostrar durante seu livro Antimanual do mau historiador, os principais pontos que um bom historiador não deve seguir, enfatizando que os profissionais em história devem ser “críticos, sérios, criativos e científicos” (AGUIRRE ROJAS, 2007, p.5).

O opúsculo aborda como se deve escrever a história e como podemos criar uma historiografia que seja adequada o suficiente tanto para ser publicada quanto para servir de alusão para outros historiógrafos e docentes da disciplina de história, com a intenção de melhor compreensão da mesma e sempre corroborando o fato de que a história não é uma disciplina fechada, e sim bastante multidisciplinar, utilizando diálogos constantes com outras ciências.

São apresentados alguns modelos de história crítica que visam romper com a metódica positivista, que foi nos séculos XIX e início do XX a forma hegemônica de fazer história. Para o autor: “A primeira versão da história crítica contemporânea, é representada pelo projeto crítico de Karl Marx” (AGUIRRE ROJAS, 2007, pag.36). O pensamento de entender a história em suas relações sociais e em sua dimensão econômica, o materialismo histórico, a dialética, a defesa de uma história de cunho popular e não apenas das elites, são algumas das principais propostas de história crítica deixadas por Karl Marx e muito bem expostas por Rojas em seu livro, o qual tem visivelmente uma grande tendência por essas idéias.

Aguirre Rojas também faz crítica constante ao livro positivista Introdução aos Estudos Históricos, de Charles-Victor Langlois e Chales Segnobos, publicado em 1898, o qual apresenta um argumento simplificado com finalidade de estar acessível a um maior grupo. Para o autor essas idéias positivistas ainda bastante difundidas nas universidades mexicanas, limitam e empobrecem o método de fazer história, portanto combater essas velhas idéias simplistas que foram citadas durante um dos sete pecados capitais do mau historiador, o positivismo, tem papel fundamental em seu livro.

Esses sete pecados citados ao decorrer do texto têm o intuito de mostrar os erros cometidos pelos maus historiadores, ao mesmo tempo com um caráter explicativo, visando à análise de uma história que compreende os outros campos da ciência, sempre problematizando, analisando a fundo todos os documentos que lhe é fornecido e fazendo reflexões teóricas. Em geral, essas propostas são muito bem colocadas e realistas, porém algumas vezes são carregadas de uma crítica um pouco exagerada por parte do autor, onde acaba generalizando a visão pós-modernista de reduzir a história ao narrativismo e homogeneíza e renega a contribuição historiográfica positivista, vista sempre como uma má história.

Outros projetos que ajudaram a repensar o fazer histórico positivista foram os acontecimentos de Maio de 1968, dando ênfase ao novo modelo de história cultural e às representações dos grupos, e a mais importante delas que foi a Escola dos Annales, uma corrente de intelectuais franceses, decorrente entre os anos de 1929 e 1968, que viria para “consolidar o projeto antipositivista de uma história crítica e inovadora” (AGUIRRE ROJAS, 2007, pag.52). A construção de uma história crítica proposta pelos Annales se daria à utilização de um método comparativo que ajudaria, por exemplo, a produzir uma história sobre o multiculturalismo brasileiro, a construção de uma história global e a valorização da interpretação dos fatos segundo o ponto de vista do historiador, desenvolvendo o conhecimento histórico passado atualmente pela maioria das universidades ocidentais formadoras de historiadores que buscam a construção de uma história científica e que analisa todo e qualquer aspecto de uma sociedade.

As mudanças com aspecto global, a partir de 1968, também vão influenciar em mudanças na historiografia, que irão sofrer influência da quarta geração dos Annales, a qual com certeza modificou a forma da história estudar cultura, promovendo uma grande abertura historiográfica além do surgimento de métodos pessoais para esses estudos. Esse movimento trouxe também o desenvolvimento de várias tendências e subgrupos, e a necessidade de olhar para a história de baixo para cima, analisando-a do ponto de vista da cultura popular. A Revolução de Maio de 1968 ressalta a importância de estudar a ação individual e analisar seu papel social, sabendo que esses podem sim com suas ações e crenças influenciar nas mudanças, valorizando o papel de um pequeno grupo social, que para os positivistas na maioria das vezes foram postos de lado, sem antes constatar sua função para as variações ocorridas na história.

Rojas monta um antimanual indispensável aos iniciantes em estudos históricos que pretendem construir uma história rica e elaborada. No capítulo final ele espera que com a apresentação desses métodos, o leitor construa uma história científica e assimile as diferenças entre uma boa história crítica e a má história positivista vigente no México, a qual difere bastante da realidade brasileira que pode ser vista através da pesquisa feita pelos alunos da cadeira de Introdução aos Estudos Históricos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde é abordado o conteúdo que é passado dos cursos de licenciatura em história no Brasil, ficando claro o comprometimento de formar historiadores com novos modos de interpretar o mundo e a importância de uma história elaborada nesse processo.

Grupo 8: André Carvalho, Daniele Lins, Ígor Amarante, Merielen Araújo, Nadja Chagas, Rayanne Santos.

Universidade Federal de Pernambuco
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Departamento de História
Curso de Licenciatura em História, 1º período, noite
Disciplina de Introdução aos Estudos Históricos
Grupo 1: Alberto Luiz, Felipe Guilherme, Guilherme Fairbancks, Ivison Lima, Karine Ferreira e Wanderson Henrique.
Profª: Isabel Guillen
Resenha do livro:
ROJAS, Carlos Antonio Aguirre. Antimanual do mau historiador. Ou Como se fazer uma boa história crítica? Londrina: EDUEL, 2007.
Construindo uma Nova História
Building a New History

México, ano de 2002, um historiador chamado Carlos Antonio Aguirre Rojas lança um livro intitulado de Antimanual del mal historiador o ¿Cómo hacer una buena historia crítica? pela Editora La Vasija, que foi posteriormente traduzido por Jurandir Malerba aqui no Brasil, através da Editora da Universidade Estadual de Londrina em 2007. Por que ele escreveu este livro? Quais seus objetivos? O que estava acontecendo em seu país? Suas teses e preocupações eram coerentes? Seus argumentos são válidos? É o que tentaremos responder neste texto. Rojas, nasceu na cidade do México, no ano de 1955. Formado em ciências sociais e PhD em economia, hoje é professor da Escola Nacional de Antropologia e História no México. Ele está inserido num país que passou por várias transformações políticas, econômicas e sociais ao longo do século XX. Com destaques para a Revolução Mexicana em 1910, do Movimento Zapatista e do Movimento Neozapatista, que foram marcados pela luta das minorias oprimidas, exploradas e esquecidas da sociedade.

Os movimentos citados eram formados em sua maioria por índios que prezam pelo anonimato e advêm do estado mais pobre do México e que historiograficamente falando são personagens obscurecidos aos olhos da história. É nesse contexto que ele propõe uma mudança também na prática da história. Crítico ferrenho do modo positivista de como a história é ensinada nas escolas e universidades de seu país, ele também escreveu obras como: Uma história dos Annales (1921-2001) (2004), Historiografia Contemporânea em perspectiva crítica (2007), Historiografia no século XX: história e historiadores entre 1848 e 2025 (2004), sendo fortemente influenciado por autores como: Karl Marx, Fernand Braudel, March Bloch, Lucien Febvre, Michel Foucault, Carlo Ginzuburg, Edward Thompson, Ranajit Guha, Walter Benjamin e Norbert Elias, todos estes, defensores de uma nova história crítica. Rojas, lançou o livro, já citado, com o objetivo de quebrar com os manuais de história, como o Introdução aos Estudos Históricos (1948) de Charles Seignobos e Charles Victor Langlois e para apresentar sugestões, com enfoque no Marxismo e na Escola dos Annales, para a formação de historiadores críticos. A seguir, para melhor entendimento, faremos uma descrição da obra e depois uma análise crítica dos pontos principais abordados pelo autor.

No livro, Rojas tenta mostrar de forma categórica os erros cometidos pelos “maus Historiadores”. Em contraponto, ele demonstra formas alternativas de como construir uma nova historia e melhorá-la, deixando-a com um caráter crítico e politizado. Inicialmente ele busca selecionar os pontos que fazem com que a história se torne apenas um relato enfadonho, como foi feito por tantos autores em seus inúmeros manuais de maneira lastimavelmente metódicas e tristemente vinculadas como uma “equação” correta a ser seguida pelos historiadores, privando-os da liberdade de criação para seguir novas vertentes historiográficas. Dando continuidades a sua tese ele nos mostra as "antidefinições" e "antinoções", indicando o marxismo como um grande exemplo de transformação e nos mostrando o legado destas idéias que todas as ciências sociais carregam consigo até hoje, Rojas defende em seu livro a idéia de que a história não é só feita pelos grandes líderes, mas também pelo povo, pois é impossível negar a influência da sociedade dentro da história e historiografia. Como segundo ponto importante para construir uma boa história crítica o autor nos apresenta a escola dos Annales, que propõem o estudo da história de forma comparativa, interpretativa e também o despertar nos historiadores a importância da visão total ou global dos fatos, para que seja possível uma visão ampla da história, ele afirma que tanto a história quanto a historiografia, assim como os acontecimentos humanos, estão em constante processo de mudança, e precisam sempre estar sendo repensados por diferentes olhares de acordo com a época em que historiador está inserido. Por fim, Rojas mostra para nós, com mais uma enumeração de lições, as profundas marcas que a sociedade e em conseqüência disso a história, sofre em decorrência da revolução 1968, ao nos dar estas lições o autor torna a falar principalmente da herança crítica trazida por esta revolução cultural e o surgimento de novas correntes, tais como a francesa que é considerada, por assim dizer, a “quarta geração” dos Annales e a corrente italiana, que contribui para desenvolver uma nova perspectiva dentro da história, a microhistória, rompendo mais uma vez com os métodos tradicionais dando a possibilidade de mostrar a correlação da microhistoria e macrohistoria. Ao final de seu livro Rojas retomas os pontos já tratados anteriormente, para nos mostrar maneiras de como aplicar a nova história em nosso dia a dia.

Considerando o modo como o autor trata os pontos de vista abordados em seu livro, encontramos fortes conceitos marxistas corajosamente explícitos e amplamente difundidos em todo o livro, mostrando as contribuições das idéias de Marx, da escola dos Annales, não esquecendo a revolução cultural planetária de 1968, para nos mostrar diferentes modos de como podemos desenvolver uma boa história crítica e contextualizada. Podemos expor de maneira negativa a forma restritiva como o autor faz colocações no que diz respeito, aos pós-mordernos e “positivistas” em relação a como a história e historiografia são levadas em consideração dentro desses conceitos, pois os pós-modernos, embora pouco preocupados com a “finalidade” ou com criação de soluções para certos problemas expostos em suas críticas, buscavam quebrar tabus como a própria visão “positivista” de “verdades absolutas e intocáveis” dentro da historiografia. O ato de criar rótulos e generalizações gera uma dicotomia entre “mau e bom historiador” e pouco contribui para o desenvolvimento de uma crítica realmente construtiva que leve a reflexão de uma maneira coesa e deixe opiniões aberta à novas visões, porém o autor deixar claro em todo o livro seu posicionamento político, no qual sua crítica está plenamente embasada no que diz respeito a estas correntes, mostrando para nós a maneira como a história pode ter distorcidas vistas por ambos aspectos. Outra generalização encontrada, que pode ser facilmente questionada, é sua insinuação que aqui no Brasil as universidades ainda propaguem o modo positivista de fazer história, uma análise “simples” das bibliografias e perfis das disciplinas em algumas universidades espelhadas pelas regiões do nosso país, mostra que a busca para construir uma nova história crítica é uma luta que existe aqui no Brasil, muito embora tenhamos certeza de que ainda há um longo caminho para ser trilhado antes que possamos dizer que estas concepções estão superadas em nossas escolas e até mesmo dentro de nossas universidades.

Embora tenha recebido algumas críticas, podemos concluir que a obra de Rojas (2007) deve ser encarada como importantíssima no processo pedagógico do curso universitário em história, pois ajuda os estudantes a desmistificarem alguns conceitos e definições dessa ciência humana e seus métodos, deixando-os familiarizados com as correntes historiográficas mais recentes. A obra não tem a função de um manual, pois não dá receitas prontas de como fazer História, mas sim, apresenta para nós, uma série de aparatos e teorias das quais um bom historiador deve se cercar para produzir uma história coerente, abrangente e crítica. Mostrando ser autêntico e fiel aos seus posicionamentos políticos e historiográficos, Rojas, nos encoraja a despertar para o dever como historiadores e professores que somos ou seremos um dia, para que tenhamos o compromisso político e social de transmitir aos estudantes uma visão da história que está em constante transformação. A educação nos chama para cumprir o nosso dever de reescrever a história. Com esperança que todos nós podemos ser agente transformadores de nossa história.

Do Positivismo à História Crítica - Grupo 4

Bibliografia: Rojas, Carlos Antônio Aguirre. Antimanual do mau historiador. Ou como se fazer uma boa história crítica? Tradução de Jurandir Malerba. Londrina: Edual, 2007.

O surgimento do livro Antimanual do mau historiador se deu pelo desejo de Carlos Antonio Aguirre Rojas em desconstruir a abordagem fundamentalista presente nos manuais: Introdução aos estudos históricos (1948), de autoria de Charles-Victos Langlois (1863-1929) e Charles Seignobos (1854-1942) fizeram com que o autor da obra: América Latina na Encruzilhada. (En español: Na América Latina em La Encrucijada...) e Retratos da história. Testes de contra-história intelectual. (En español: Retratos para La história), a mesma como mencionada anteriormente, tida como história oficial até os dias de hoje, alegando que o manual, ao dizer o que se deve fazer, restringe a produção da historiografia de forma acrítica, enfadonha, tediosa e pobre, ou seja, o que o autor chama de história positivista.
Tal autor estrutura seu texto em seis capítulos, onde em cada inicio de capitulo há uma frase de um teórico, a exemplo dos marxistas Engels e Marx e dos pertencentes à escola dos Annales. Esse posicionamento não seria ao acaso, o que já nos mostra uma inclinação do autor para com o marxismo, a primeira geração dos Annales (Marc Bloch e Lucien Febvre) e a segunda geração (Ferdinand Braudel). As frases em questão são bastante persuasivas, ecoando a intencionalidade do autor no emergir do texto.
De maneira incisiva o autor externaliza durante todo o texto, o positivismo como sendo a incapacidade de compreensão crítica dos fatos históricos e sobre essa perspectiva a análise de Rojas faz-se entender que ficam renegados em segundo plano as minorias, os vencidos, os iletrados que são trabalhados discursivamente como meros elementos estáticos da sociedade. Através de argumentos como estes ele julga serem as ideias positivistas um dos principais pecados do mau historiador. Dentro desse mesmo positivismo os personagens centrais (grandes homens com status e poder) são exaltados, contraponto o que é mostrado em seu Antimanual. O autor defende como uma boa história crítica o reconhecimento do valor das massas nos movimentos sociais assim como as obras dos grandes homens que por vezes lideraram essas massas.
Concordando com o pensamento de Marc Bloch, que afirma que a história é o estudo da “obra dos homens no tempo”, o autor mostra que devem ter seu valor reconhecido tanto as massas quanto os personagens principais, se apropriando deste argumento para discordar de forma severa da ideia positivista já citada anteriormente. Ele também homegeiniza os positivistas descartando sua contribuição para a historiografia, assim como desconsidera suas divergências internas.
Quando o autor do antimanual utiliza-se da visão Marxista para autenticar uma boa história crítica ele faz uma distinção entre o “bom” e o “mau” marxismo, o que não acontece no positivismo nem no pós-modernismo, sendo o “mau marxismo” chamado de vulgar pelo mesmo, explicando a história de todas as sociedades humanas em todas as épocas através de fatos materiais em sua essência econômicos e técnicos. Ao afirmar que o materialismo de Marx é “... simplesmente um papel central inegável na vida humana” (Aguirre Rojas, 2007), ele retira o determinismo econômico do materialismo histórico de Marx, mostrando que tal visão seria errônea, atribuindo essa modificação ao “bom marxismo”. Com esse argumento ele deixa em aberto o problema das bases econômicas na sociedade que segundo o mesmo deve ser definido em cada caso concreto.
Percebe-se um relativismo do autor ao abordar o marxismo. Como forma de relacionar a abordagem histórica marxista ao seu discurso, ele está por vezes afirmando expressões tais como: o “historiador crítico sabe”. Outro conceito que Marx utilizou e que o autor aplica para construir seus argumentos é o da Dialética, que, segundo o mesmo, vários historiadores enxergam os fatos históricos como “... realidades mortas, acabadas e dissecadas” (Aguirre Rojas, 2007), sob essa perspectiva dialética ele afirma os fatos históricos como realidades vivas, em construção, processos dinâmicos abertos à redefinição constante, atribuindo assim a ideia de movimento que foi retirada da análise positivista da história.
Dentro dessa discussão sobre o modo de ver e ensinar a história, a escola dos Annales é constantemente citada no texto, porém há uma diferenciação dentre os seus aspectos de abordagem e suas idéias, diferenciação esta que o autor vai utilizar para ratificar sua visão de uma história crítica e totalizante.
No que se refere à primeira geração da escola dos Annales 1929 – 1941, como mostrado no texto, o autor reconhece um grande mérito devido principalmente ao caráter reivindicador, aplicação do método comparativo, história globalizante e história interpretativa (história problema). Quando ele atribui esse caráter reivindicador a escola dos Annales claramente se percebe que ele quer dizer que a história tradicional era extremamente reacionária e descritiva, por isso através da história comparativa se consegue perceber as semelhanças e as diferenças de determinados fenômenos e desta forma buscar uma explicação mais geral da história, porém essa explicação argumenta o autor, não pode ser confundida com a história global, que seria para Rojas a dimensão do objeto de estudo, onde tudo que pertencente ao universo humano é passível de analise, desde a pré-história mais remota ao presente, porém Rojas afirma que “... nem tudo que se refira ao humano é igualmente relevante ou explicativo dos grandes processos evolutivos das sociedades e dos homens” (Aguirre Rojas, 2007).
Também afirma que “... a história global é um conceito complexo e muito bem elaborado referido à totalidade articulada, hierarquizada e dotada de sentido que é a obra dos homens no tempo...” (Aguirre Rojas, 2007). É possível perceber que na primeira afirmação ele mostra que nem tudo que é relativo ao homem é relevante, essa afirmação abre margem para diversas interpretações, pois a noção de significação é relativa ao olhar que você coloca na coisa a ser analisada, dessa forma se não tenho interesse em determinado objeto eu posso dizer que ele é irrelevante, como argumentos semelhantes os positivistas viam o cotidiano das pessoas simples como irrelevantes para explicação do todo.
Quanto à segunda afirmação ele reafirma a importância da história global e a coloca como hierarquizada, o que poderia soar como uma idéia positivista, porém a finalização desse argumento no texto termina com a exibição de fatos que levam o leitor a crer que não é necessária a analise das múltiplas histórias particulares para se fazer essa história global, a mesma também se difere da positivista por problematizar e atribuir à interpretação a condição de passagem de uma erudição (positivista) a uma “verdadeira ciência histórica” (Aguirre Rojas, 2007). Dentro da perspectiva dessa mesma história global o autor tenta deslegitimar a autonomia adquirida pelas diversas ciências sociais e discursa a favor de uma unidisciplinaridade globalizante.
A segunda geração dos Annales (década de cinqüenta e sessenta do século XX) tem em Fernand Braudel um dos seus maiores representantes, Braudel contribui para a perspectiva da história crítica iniciada na primeira geração com a quebra da idéia de tempo newtoniano que é homogêneo, irreversível e composto por um único tempo. Braudel afirma que “existem múltiplos tempos, que não são os do relógio ou do calendário, mas que são temporalidades histórico sociais, tão múltiplas, diversas e heterogêneas como as próprias realidades.” (Aguirre Rojas, 2007).
No argumento de Braudel observa-se o novo modo de ver a temporalidade histórica, onde ela fragmenta-se frente à cronologia dos dias, meses e anos e permanece com a idéia de movimento dos acontecimentos históricos olhados pela primeira geração, contudo nessa construção argumentativa existe um cálice do que a terceira geração beberia inteiramente, que é o relativismo, que em Braudel aparece de forma suave.
A terceira geração dos Annales que se configura no pós – 1968 até 1989, segundo Aguirre oferece poucas contribuições a história crítica, por se tratar de uma história das mentalidades que enfoca as práticas culturais e se propõe a analisá-la apartir das próprias condições materiais de sua produção. Essa forma de entendimento valoriza o individuo na construção das estruturas sociais da qual participa. Rojas discorre várias críticas a essa terceira geração que aborda temas históricos banais, que para uma história global seria irrelevante, ao lado de temas de relevância, a diversidade dessa terceira geração incomoda bastante o autor pela sua relatividade metodológica.
São feitas pelo autor críticas ao pós-modernismo durante todo o livro, pelo fato de o discurso pós-moderno tentar restringir a história à argumentação e construir com isso jogos estéticos e arte, no sentido de que não tem regras, tal posicionamento pós-moderno acaba por reduzir a verdade ao poder do discurso e enxergar os fatos de forma fragmentada, colocando ao historiador um trabalho que caberia a um colecionador de antiguidades que goste das coisas do passado. Porém, o autor engloba a idéia pós-moderna desconsiderando a diversidade existente dentro do movimento pós-moderno.
Aguirre é notadamente um teórico de pensamento marxista, que vê no marxismo e nas primeira e segunda geração dos Annales um grande suporte identitário para se estabelecer uma história crítica global e comparativa, para tal é necessário uma reformulação do pensamento historiográfico que ainda carrega bastante dos métodos positivistas (a influência do positivismo parece ser no México bem mais forte do que no Brasil), a crítica de Rojas vai desde os positivistas até os pós-modernos passando pela terceira geração dos Annales. Sendo assim ele mostra o desejo de modificar a história elaborada e ensinada no México atual, vislumbrando essa “história crítica”, que para o mesmo seria a melhor maneira para formar bons historiadores e uma boa historiografia.
Grupo 4
Aline Lopes
Douglas Amorim
Jader Gregório
Jefferson Bezerra
Matheus Monteiro
Rebeca Rodrigues
Telma Karolina

Resenha sobre o livro Antimanual do mau historiador - Grupo 3

AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio. Antimanual do mau historiador. Ou como se fazer uma boa história crítica? In: AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio (ORG); tradução Jurandir Malerba. Londrina: Eduel, 2007.

O livro Antimanual do mau historiador ou como se fazer uma boa história crítica? de Carlos Antonio Aguirre Rojas, que é doutor em Economia pela Universidade Nacional Autônoma do México, e pós-doutor em História pela “École des Hautes en Sciences Sociales” (Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais), em Paris na França, foi lançado no final de 2007 pela Editora da Universidade Estadual de Londrina (Eduel), com a tradução de Jurandir Malerba. É uma proposta de contraponto ao positivismo em geral. Este é bem representado pelo livro 'Introdução aos Estudos Históricos' (1898) de autoria de Charles-Victor Langlois (1863-1929), que era um medievalista e professor da Sorbonne e Charles Seignobos (1854-1942), um dos líderes do positivismo na história, que de forma interessante batiza a cadeira que estamos estudando neste primeiro período, e é um dos livros de referência para a construção da história positivista, pois como manual visa servir como guia, regras, ou até mesmo um passo a passo, para que essa história seja construída. Em contrapartida, o livro do mexicano Aguirre Rojas dá uma série de antidefinições e anticonceitos sobre como realmente deve ser construída uma história de cunho crítico e defende que isso deve ser compromisso dos novos historiadores formados não apenas nas academias mexicanas, mas também, já exercendo grande influência na formação de historiadores de outros países, inclusive no Brasil, pois já é visualizado esse tipo de formação em várias academias brasileiras de formação de historiadores.


Visando desconstruir essa ideia de uma formação histórica positivista, o autor começa a demonstrar uma série de antidefições e anticonceitos para que os seus argumentos de construção de uma história crítica sejam bem aceitos pelos seus leitores, pontuando também os erros ocorridos não apenas na construção historiográfica positivista, mas também do pós-modernismo e no Marxismo idealista de alguns autores, e transparece ser um defensor do Marxismo, pois defende que é a partir de Karl Marx que surge essa ideia de construção crítica não apenas da história, mas também de outras ciências humanas e sociais como a antropologia, a sociologia, a geografia, as ciências sociais, as ciências político-econômicas e o direito. Um dos argumentos de Rojas é de que não se pode regionalizar nem tampouco cronometrar a construção da história humana e ainda nem se pode construir uma história que seja realmente comprometida com a sociedade se essa história não for tratada pelos autores-historiadores de forma neutra, ou seja, o historiador não pode ser imparcial sobre as suas posições políticas seja ela qual for. Critica ainda a ideia de anacronismo, que é o comportamento semelhante dos homens ao longo dos tempos e mais ainda o conceito positivista de que o progresso é linear.

No século XX surge com fortes influências do Marxismo a escola dos Annales, uma correntes historiográfica apresentada ao mundo pelo periódico francês “Annales d'histoire économique et sociale”. Este é um contraponto a corrente positivista dominante porque embora o marxismo seja um projeto concreto, ele demorou a ser incorporado ao meio acadêmico.

Os primeiros Annales que vão de 1929 a1939, traz Lucien Febvre e Marc Bloch, como principais expoentes. Essa escola traz uma segunda revolução nos estudos históricos, pois amplia e muito o campo de pesquisa do historiador e trazem novos paradigmas, métodos, objetivos, uma mudança necessária, pois a grande maioria dos historiadores positivista via a historia apenas como descrição acumulativa dos fatos, ou melhor, “os fatos tal como aconteceram” já os primeiros e segundos annales mudam esse contexto. Realizam o projeto crítico marxista o aprimoram mais, tira seu caráter ideológico, o seu profundo compromisso com a ideologia comunista. Depois dos Annales, o historiador crítico, interessado nós movimentos sociais, e nos excluídos, não, mas necessariamente tem que ser de esquerda, ele tem uma liberdade ideológica para fazer uma boa história.

Os Annales foram uma grande revolução, porém nem todos os lugares do mundo pegaram carona nessa revolução, seja por razões históricas, culturais, econômicas ou geográficas, o desenvolvimento da ciência história foi desigual nas varias partes do mundo. Ao tratar de todas essas contribuições que o autor considera indispensável para se fazer uma boa história crítica ele também incursiona pela terceira e quarta geração dos Annales, e as mudanças que o maio de 68 da França traz para a problematização histórica de maneira bem clara, Rojas traz ao leitor as contribuições dessa nova geração como a história cultural, a história socialista britânica e com ênfase especial e merecida a micro-história Italiana, o autor mostra a importância da micro-história, mostra seus lados bons e ruins. E trabalha conceitos de Carlo Ginzburg, entre outros expoentes da micro-história e das correntes mais atuais dos estudos historiográficos. Sempre atacando os positivistas o autor expõe durante todo livro que tipo de historiador ele considera bom, o historiador crítico, teórico, mas também erudito, o macro historiador que também trabalha a micro-história, o historiador social interdisciplinar, e deixa claro que esse historiador não é positivista e nem pós-moderno, mas sim Marxista ou dos Annales.

Em vários momentos do livro é interessante essa posição tomada pelo autor de ser influenciado pelo marxismo e isso é visualizado em quase todos os capítulos de sua obra. Seja pela própria crítica ferrenha ao positivismo nos capítulos iniciais, seja pela ideia que o marxismo foi tão importante para a construção de uma história crítica, apesar do marxismo ter sido tão vulgarizado e hoje ser considerado por uma grande quantidade de pessoas como um movimento superado, acreditamos que o mesmo é extremamente complexo e que não está tão superado assim. Visto que o mesmo influenciou inicialmente a construção de uma das principais escolas de formação dos historiadores: a Escola dos Annales. Rojas aborda nos capítulos finais do livro a formação histórica que deve ser analisada não apenas no momento histórico que o profissional de história vive, mas essa análise deve ser não cronológica e não newtoniana a respeito da influência do tempo e a cerca dos fatos ocorridos no mundo, além da defesa de que a história contada não deve ser apenas a dos vencedores, mas sim a história de todos (mulheres, operários, camponeses, indígenas...), explorando esse campo tão aberto para a construção de um pensamento social crítico.

É interessante o modo como o autor começa a abordar os seus argumentos, dando um relato superficial sobre como aconteceu a Revolução Zapatista de 1910 e um pouco mais aprofundado sobre a Neozapatista de 1994, mostrando que deve sim ser relatada a história das minorias independentemente delas serem vitoriosas ou não, analisando a relação que tais revoluções tiveram com outros fatos históricos de grande importância, como a Revolução Russa de 1917 e a implementação do NAFTA na década de 1990 respectivamente, mostrando a importância de se fazer uma correlação entre os fatos históricos existentes em todas as sociedades. A partir dessa colocação do autor é possível concluir que existe uma grande necessidade de se construir uma nova história com uma abordagem diferenciada, chamada pelo autor de “trabalho sistemático de crítica permanente dessa história oficial, positivista e tradicional” (Aguirre Rojas, 2007, p3). As discussões sobre a escrita da história perfazem um campo bastante aberto para discussões e novas análises.

No desenvolvimento do seu livro o autor usa o exemplo do movimento zapatista apenas de maneira introdutória para sua análise; se detém mais nas suas críticas à construção da história positivista, pós-modernista e no último capítulo critica o Marxismo ortodoxo defendido por alguns contemporâneos seus, e principalmente começa uma defesa muito forte sobre o inicio de análise de pensamento histórico de maneira Marxista, inclusive citando que as relações sociais não são dadas apenas pelos conflitos, mas também fazendo uma análise dos macro e microambientes e as influências do marxismo na Escola dos Annales e no próprio desenvolvimento desta escola. Além disso, o escritor aproveita para fazer uma abordagem sobre Maio de 1968 e o alcance que este fato trouxe para os dias atuais, através do impacto global que a revolução causou em sua época, e as lições que trazem para o nosso cotidiano, tanto macro como microssocialmente, fazendo então uma referência à quarta geração da Escola dos Annales, que também é conhecida como 'A nova história cultural', ou ‘história cultural social’.

Por fim recomendamos a leitura deste livro de Carlos Antonio Aguirre Rojas, 'Antimanual do mau historiador. ou como se fazer uma boa história crítica?', pois acreditamos que o mesmo contribui bastante para que os historiadores compreendam de maneira mais clara que é de suma importância que esse profissional seja totalmente comprometido em edificar uma boa história crítica, não apenas regionalizada, newtoniana, linear e positivista, mas deve ter consciência da importância de se passar às futuras gerações quais eram suas opiniões sobre determinado fato histórico e como essa construção influenciará nos tempos futuros as atitudes do homem no tempo. Porém criticamos a postura do autor de generalizar as opiniões das correntes de construção histórica. Nem todo pensador Positivista é totalmente conservador; nem todo historiador Marxista é totalmente progressista e de esquerda; nem tão pouco todo construtor da corrente pós-moderna é apenas critico e não dá soluções aos problemas cotidianos. Generalizar e dicotomizar são uma das “lições” que aprendemos com autor. Mas com certeza aprendemos com o autor muito mais as posturas positivas, aqui definidas por nós como construção da história crítica, do que negativas definidas como generalização da construção do pensamento histórico e suas correntes filosóficas.