quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A formação do Estado Nacional no Brasil: um debate historiográfico.

GRAHAN, Richard CONSTRUINDO UMA NAÇÃO NO BRASIL DO SÉCULO XIX: VISÕES NOVAS E ANTIGAS SOBRE CLASSE, CULTURA E ESTADO. Diálogo. UEM, v. 05, n. 01, 2001.


HOLLOWAY, Thomas H. COMENTÁRIO A “CONSTRUINDO UMA NAÇÃO NO BRASIL DO SÉCULO XIX: VISÕES ANTIGAS E MODERNAS SOBRE A CLASSE, A CULTURA E O ESTADO”, DE RICHARD GRAHAM
Disponivel em: http://www.dialogos.uem.br/

SCHWARCZ, Lilia K. Moritz UM DEBATE COM RICHARD GRAHAM OU “COM ESTADO MAS SEM NAÇÃO: O MODELO IMPERIAL BRASILEIRO DE FAZER POLÍTICA”

Disponivel em: http://www.dialogos.uem.br/

GRAHAN, Richard . RÉPLICA.
Bibliografia complementar
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem/ Teatro de sombras. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1996.
MATTOS, Ilmar. Rohloff de. Tempo Saquarema. São Paulo, HUCITEC, 2003.

Historiografia - Instituto Hístórico e Geográfico Brasileiro.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO
ou como se deve escrever a História do Brasil
"(...) dotar o país de um passado único e coerente. Nesse sentido, os fundadores do IHGB teceram a memória nacional tendo como fio condutor a idéia de continuidade. No seu entender, o Estado estabelecido em 1822 se constituía no legítimo herdeiro do Império português. Legado que se sustentava desde o idioma de Camões até a presença de um representante da dinastia de Bragança no tgrono brasileiro, passando naturalmente pelo regime monárquico. Por essa ótica, a Independência foi percebida como um processo natural, livre dos 'traumas e dos furores democráticos' que agitavam as repúblicas vizinhas, sucessoras das colônias espanholas. Na verdade, o esforço por melhor articular o presente (e também o futuro) ao passado estava intimamente ligado à necessidade de oferecer sustentação ao projeto de consolidação do império."
Lúcia Guimarães. in: VAINFAS, R. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro, Objetiva, 2002, p. 380.
Artigo que será discutido em sala: dia 08/08/2008
GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. A disputa pelo passado na cultura histórica oitocentista no Brasil, in: CARVALHO, José Murilo de. Nação e cidadania no Império: novos horizontes.Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.

Bibliografia complementar
GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. Nação e Civilização nos Trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o Projeto de uma História Nacional. Estudos Históricos. n. 01, 1988. Disponível em: http://www.cpdoc.fgv.br/comum/htm/
SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do imperador. D. Pedro II um monarca nos trópicos. São Paulo, Companhia das Letras, 1998. Cap. 07.
WEHLING, Arno. Estado, História, Memória: Varnhagen e a construção da identidade nacional. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999.
MARSON, Izabel Andrade. Política e Memória: a Revolução Praieira e suas fontes. Idéias. Revista do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Ano 05, n. 01, jan/jun 1998, p. 75-129.
HOBSBAWN, Eric. A questão do nacionalismo. Nações e nacionalismo desde 1780. Lisboa, Terramar, 1998.

terça-feira, 4 de março de 2008



O Rio
Ou
Relação da viagem que faz o Capibaribe
de sua nascente à cidade do Recife.

João Cabral de Melo Neto
(1953)


Vi muitos arrabaldes
ao atravessar o Recife:
alguns na beira da água,
outros em deitadas colinas;
muitos no alto de cais
com casarões de escadas para o rio;
todos sempre ostentando
sua ulcerada alvenaria;
todos porém no alto
de sua gasta aristocracia;
todos bem orgulhosos,
não digo de sua poesia,
sim, da história doméstica
que estuda para descobrir, nestes dias,
como se palitava
os dentes nesta freguesia
(...)
Casas de lama negra
há plantadas por essas ilhas
(na enchente da maré
elas navegam como ilhas);
casas de lama negra
daquela cidade anfíbia
que existe por debaixo
do Recife contado em Guias.
Nela deságua a gente
(como no mar deságuam rios)
que de longe desceu
em minha companhia;
nela deságua a gente
de existência imprecisa
no seu chão de lama
entre água e terra indecisa.